"The Older I Get", o novo e envolvente single dos Arliston


Para este fim de tarde, eis "The Older I Get", o novo single dos britânicos Arliston, sobre quem já falei aqui algumas vezes.

É sabido que guardo as suas canções no coração, desde as mais intimistas às mais vivas e mais expansivas, graças à dimensão humana tão presente. "The Older I Get" é um exemplo disso; e nesta versão, gravada ao vivo, tudo isto está mais à flor da pele, cortesia de uma produção despida e emocionalmente direta.

Ora ouçam:

  

Ao longo de três minutos, não há como sentir o conforto que a composição nos dá. Tem em si nostalgia mas também esperança, evocando o olhar para trás enquanto se avança, e refletindo sobre o envelhecer, a distância emocional e a quietude com que ajustamos as nossas expectativas.

A orquestração é delicada, a melodia é comovente, e a paisagem sonora ganha uma nova camada de fragilidade e tensão com os arranjos de cordas de Maddie Ashman, enquanto a bateria subtil mas dinâmica de Sam Catchpole dá-lhe mais corpo.

Tudo soa no sítio certo, revelando o cuidado que lhes é habitual, mas, ao mesmo tempo, tudo soa orgânico. E a voz que surge suavemente por entre as notas de música é um elemento delicioso, como sempre, revelando-se cativante e despojada, e, como se esperaria, plena de emoção.

"The Older I Get" é (mais) uma canção envolvente e calorosa dos Arliston, que soa como um abraço. E é perfeita para nos fazer companhia nos momentos de reflexão, sobretudo quando precisarmos de um aconchego.

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