Ao vivo: Florence & The Machine

Lisboa, 18 de abril, rumo à Meo Arena para o muito aguardado (re)encontro com Florence & The Machine.

Chegámos atrasados...

[dias de semana são sempre complicados para concertos, quando se trabalha. é sempre uma correria, fazemos de tudo para chegar a horas, mas às vezes, as previsões falham e lá se vão os momentos iniciais.]

Provavelmente perdemos momentos incríveis - diz que houve "Ship to Wreck" e "Rabbit Heart" - mas eu diria que aproveitámos ao máximo todos os minutos em que lá estivemos. 

Quando entrámos, já se ouviam os acordes de "Shake It Out", um dos melhores temas para descarregar o stress acumulado, e para abanar o esqueleto.

Foi isso que fizemos.
Era tempo de nos deixarmos levar pelos sons florais e primaveris de Miss Florence e companhia.
O entusiasmo era muito, as saudades também.


[Tive o privilégio de assistir ao primeiro concerto de Florence & The Machine em Portugal, na Aula Magna, ainda só com o primeiro disco na bagagem, e bem longe do estrelato indie-pop star dos dias de hoje.]

Florence Welch já era, em 2010, uma força em palco, hoje em dia é um furacão. Incansável, irrequieta, esteve super comunicativa e visivelmente emocionada - e claro, afinadinha que com aquela voz, ao vivo, é sempre um risco!

"Delilah" é o momento perfeito para soltarmos o bailarino que há em nós - sim, todos temos um, mesmo que achemos que não...; segue-se o intimismo de "Sweet Nothing" - tão, tão melhor na versão sem Calvin Harris - e de "How Big How Blue How Beautiful", para depois regressarmos ao seu disco de estreia com a magia de "Cosmic Love".

É tempo para as novas canções, "Long & Lost" e "Mother". Ainda não me convenceram, mas a coisa ao vivo até resulta bem e confesso que "Queen of Peace" ganha outro encanto com a orquestra de palco.

Ainda assim, sem comparação possível com o que se segue: "Spectrum", "You've Got The Love" e "Dog Days Are Over" - qual hino revolucionário do trabalhador comum - levam a sala ao rubro.

Sem dúvida, uma sequência arrebatadora.
Florence agarra-nos como poucos. Mostra-se irrepreensível a puxar por nós, mais e mais, sempre bem acompanhada pela sua máquina.

Entre aplausos, assobios e gritos, a banda sai de cena mas regressa pouco depois para a explosão final. 
"What Kind of Man" tem um poderio ainda mais arrepiante ao vivo e é de facto um dos grandes temas do novo disco.
"Drumming Song", com o seu jeito teatral q.b., é instrumentalmente potente. E perfeita para a despedida.

Dou por mim a olhar em volta, e o ambiente é de festa.
Está toda a gente a dançar e a bater palmas e a cantar, como se não houvesse mais nada.
Como se o momento fosse único.

Para mim, foi.
E ficará guardado na gaveta das memórias felizes.

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