Ao Vivo: Metronomy no Coliseu dos Recreios

Não sou grande seguidora dos Metronomy, nem conheço a sua discografia a fundo. Mas como somos pessoas que gostam de dançar, raramente falhamos um concerto deles. 
Infelizmente, os últimos não nos têm corrido bem, muito por culpa dos temas mais recentes. 
O da passada segunda-feira não foi excepção.

Créditos: Concertina

Começou a horas, a sala estava bem compostinha - quase esgotada, diria eu - e o público estava entusiasmado. Mas foi preciso chegar à quarta música, "The Bay", para arrancar a primeira explosão de alegria da plateia, coisa que só se viria a repetir mais lá para a frente com "Love Letters", "Night Owl", "The Look" e "Reservoir", estas três em sequência final - e que para nós teria sido uma melhor forma de terminar o concerto, com a dose de energia certa para estas alturas.
Mas não. Os Metronomy regressaram para o encore, e, sinceramente, foi fraquinho.
Fecharam com "Everything Goes My Way", com a baterista vocalmente menos desafinada desta vez do que no Primavera Sound. Pareceu-nos que as «massas» adoraram, mas a nós, soube-nos a quase nada...

Créditos: Concertina

Saímos com uma sensação de desilusão. E a pensar por onde andarão os «velhos» Metronomy. Aqueles que nos marcaram em dois concertos onde tudo correu bem. Para a Chavininha, foi a estreia no Porto em 2009 (no Clubbing), para mim, foi o do Nos Alive, três anos depois.
Nenhum dos concertos dos Metronomy a que temos assistido bateu ainda aquele mítico momento em 2012, às duas da manhã, no palco Heineken. O dia tinha sido incrível e terminou de forma alucinante. Não se imaginava que àquela hora, madrugada de segunda-feira, se pudesse ter tanta energia ainda para dançar. Mas tivemos, e os Metronomy deram tudo.

Neste, com mais baixos do que altos, deixaram muito a desejar...

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