Ao terceiro disco, os Alt-J estão (demasiado) relaxados

"Relaxer", o terceiro disco dos Alt-J, já roda há uns dias no estaminé, e, honestamente, não entrou. 
É quase como se tivesse dois lados, em constante alternância.

De um lado, as músicas que me animam.
"3WW" onde se destaca sobretudo a intervenção de Ellie Rowsell, a front-girl dos Wolf Alice, a dar chama ao diálogo morno entre dois apaixonados.


 "In Cold Blood" é provavelmente a que mais se aproxima do som dos «velhos» Alt-J, e "Deadcrush" foi ganhando o seu lugar a cada escuta, com um ritmo interessante, repleta de detalhes em fundo, que dão densidade ao tema.


"Adeline", o mais recente single, fez-me logo pensar nos Sigur Ros. É «bonitinha», e tem detalhes perfeitos que se revelam a cada audição, um crescendo intenso, uma delicadeza absoluta.


As restantes quatro canções ficam do lado oposto. Não são todas calmas, é certo, mas são todas aborrecidas. Não mexeram minimamente comigo, e isso é mais do que suficiente para achar que o disco não é bom.

Também não é mau, entenda-se. É mais um daqueles discos «assim-assim», com altos e baixos. Os Alt-J experimentaram e arriscaram, mas perante vários caminhos, seguiram todos e dispersaram-se. Quanto a mim, perderam-se.
"Relaxer" é um disco que não nos importaríamos de ouvir em «música de fundo». Agora, como base para alinhamento de concertos, deixa um pouco a desejar.
Veremos como funciona ao vivo, daqui a menos de um mês no Nos Alive.

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