Musica do Dia

The Undercurrents, by Maximo Park, em The National Health, e mais logo no TMN ao vivo.

Dos Maximo Park nao tenho muito a dizer por si só, e que ainda não tenha sido dito por aqui. Eu e os Maximo Park temos uma longa história. Foi amor à primeira vista. Como o dos filmes. Um daqueles que nao se explicam. Aconteceu.
Confesso aqui que as aventuras a solo de Paul Smith me souberam muito a pouco, alias a quase nada. E que esperava com uma ansiedade "daquelas" o álbum The National Health, que demorou tanto a sair... E que fiquei claramente em "modo histerico" quando soube que ia haver concerto. É como voltar a ver um antigo namorado. Uma pessoa, às vezes, cria ansiedades!


E, como acontece nas historias de amor dos filmes, voltou tudo a acontecer assim que ouvi o album: foi como se tudo o que morava no ipod deixasse de la estar e so houvesse Maximo Park. Porque só aquele som "limpinho" das guitarras é que me fazia sorrir. Porque so aquela bateria ritmada batia ao compasso certo do meu coração. Porque so a voz e as letras debitadas pelo senhor Smith me faziam sorrir. Mesmo as que, como esta, falam de coisas que nao fazem sorrir, as musicas de "desamor", ou de "perdão, que eu pequei".

Se pegarmos na versão acústica da musica, temos talvez algo mais intenso. (Ainda nao percebi o porquê de terem posto aquele inicio electronico na versão do álbum!!!). Temos uma musica mais britânica, sem tanto espalhafato. Com honestidade. Simples, na complexidade que caracteriza os Maximo Park, onde, a meio, queremos, de facto, desculpa-los, por todos os erros que eles cometeram. Como se a traição de Paul Smith no seu album a solo não fissesse nenhum sentido.
De todas as musicas de The National Health escolho hoje esta.


Porque a vida não é "bem" como nos filmes. E os amores como este desta musica dos Maximo Park, esses sim, acontecem a toda a gente.

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