"Don't Be Good To Me", o descontraído novo single dos Sister Wanzala
A fechar esta Segunda-feira, eis "Don't Be Good To Me", o novo single dos Sister Wanzala, sobre quem já falei aqui. Este regresso é o fecho de uma trilogia improvável, com a ironia e o desalinho emocional que já lhes conhecemos.
Há uma certa descontração na composição, é certo, mas, nas entrelinhas, sente-se o seu lado mais emocional, evocando o desejo de proximidade e a insegurança que o acompanha.
Ora ouçam:
As vozes soam hesitantes, mas certeiras, encaixando-se numa linha melódica envolvente, cheia de harmonias cativantes e texturas suaves que nunca perdem leveza. A guitarra destaca-se com naturalidade e o ritmo mantém um balanço sedutor, descontraído, mas atento.
Mais uma vez, tudo na composição parece simultaneamente cuidado e despreocupado, como se a banda estivesse confortável em deixar as imperfeições à vista. E o refrão pede para ser cantado a plenos pulmões, sem medos e sem grandes filtros, reforçando a sensação de libertação emocional que encontro na canção.
"Don’t Be Good To Me" é, ao mesmo tempo e assumidamente, desajeitada e estranhamente triunfante, que encerra, com brilho, mais uma fase dos Sister Wanzala. E, caso desapareçam novamente no éter, como só eles sabem e gostam de fazer, esta e outras canções perdurarão. E farão companhia a todos os que precisam de sentir que não estão sozinhos nestas coisas de lidar com as emoções.

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