"Call Me The Witch", o novo single de lùisa para almas rebeldes
Para esta noite de Segunda-feira, eis "Call Me The Witch", o novo single de Lùisa, sobre quem já falei aqui. É um hino funky, feminista e irresistivelmente dançável que celebra a autodeterminação, a raiva como superpoder e a alquimia de transformar a escuridão em luz.
O tema dá nome ao seu próximo álbum, o primeiro produzido inteiramente por si, e promete ser um manifesto sonoro para quem acredita que a magia ainda existe, especialmente onde menos a procuramos.
A música é pura energia: um trabalho vocal sedutor e fervoroso, um groove contagiante que puxa pelo esqueleto, e um refrão tão cinematográfico que pede um sing along afinado e sentido. Os sintetizadores retro, as guitarras sombrias e os arranjos corais dão-lhe uma textura rica, relembrando nomes como Kate Bush, Florence + The Machine e Fleetwood Mac.
O resultado é uma canção com um toque delicioso a pop dos anos 80, que cresce até explodir num final que só pede uma coisa: dançar sem culpa e sem medo.
Lùisa não está só a cantar sobre ser a mulher com convicções fortes e que assusta os homens. Está a reivindicar o espaço que sempre foi seu, e a lembrar-nos que, numa era de autoritarismos crescentes, a resistência (feminina) não é uma opção, é uma necessidade.
"Call Me The Witch" não é só um grito de guerra; é uma festa. E é para ouvir, como o volume alto, sempre que precisarmos de encontrar o nosso espírito mais rebelde.

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