Considerações sobre "Vol. II", o novo EP de Lucy Lu


Voltamos hoje a um dos nomes que me conquistou nos últimos tempos, o projecto britânico Lucy Lu, cujo EP "Vol. 2" saiu há dias.

A primeira canção que se ouve é "Crucial", cheia de groove e um beat que pede um pezinho de dança. À semelhança de "Adonis" - sobre a qual já falei aqui e que continua a despertar em mim as mesmas emoções desde a primeira escuta - o ambiente é luminoso e optimista, um som que mexe com o corpo enquanto nos deixamos envolver pela voz densa e quente de Luke Bower.


Em "Life After Death", o ritmo desacelera e o ambiente torna-se mais intimista. É música para os sentidos. A voz de Luke é «apenas» mais um instrumento que complementa a melodia, mais dark que as anteriores, com beats mais carregados. No refrão, tudo muda, com a linha de guitarra e as vozes a trazerem um toque de luz. Mais para o fim, a entrada do saxofone de Jazzi Bobbi é arrebatadora, e, para mim, o elemento maior desta canção.


A fechar, está "Damascus" que, de todas, foi o tema que mais custou a entrar. A voz de Luke aparece em segundo plano, e a de Nilüfer Yanya não me prendeu logo. Mas a coisa lá se deu. A melodia é bonita, o beat agarra-nos e o ambiente / mood acaba por ser um contraste simpático com o tema anterior. Como se fosse uma forma de equilibrar o resultado final.


Contas feitas, por entre canções tão distintas, é a voz de Luke Bower que se destaca. Soa incrível, é sem dúvida o fio condutor deste EP, e, provavelmente, o seu elemento mais apelativo. Mas os arranjos musicais não ficam atrás, quer nos levem por um caminho mais acelerado ou mais lento. "Vol. 2" é, por isso, música para o corpo e para a alma, que sabe bem ouvir em dias frescos de Verão.

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