Fins de tarde, com The Racer


Apresento-vos hoje os The Racer, quinteto indie rock experimental de Nova Iorque, e o novo single "The Greatest".

As músicas anteriores, "Atlas (Apogee Pt. 2)" e "I'll Find You In Dreams", não me entusiasmaram por aí além. Não sei bem explicar o porquê, mas como já disse aqui várias vezes, para mim, a música é uma questão sobretudo emocional. Assim, uma canção pode ser tecnicamente irrepreensível e simpática, mas se não me fizer sentir coisas, não resulta.
"The Greatest" resultou e colou à primeira escuta.



Fiquei logo rendida à melodia, um instrumental maravilhoso, emotivo e quase hipnotizante, que se desenvolve de forma segura e perfeita. Destaco sobretudo as teclas, pelo toque de cor e brilho que acrescentam, ainda que tudo o resto (guitarras, baixo, bateria) soe fluído e harmonioso.
Ao minuto 3', o ambiente cresce em intensidade, muito por culpa da bateria marcada e da voz de Pete Marrota que me prende ainda mais, deixando-me em suspenso. Pouco depois, ao minuto 4'16'', outra surpresa, com a música a atingir o seu expoente máximo. O instrumental «explode», ganha uma força brutal e arrebatadora, até se fazer acompanhar novamente pela voz suave e apaziguadora de Pete. Nesse momento, tudo à minha volta desacelera e volto a ganhar fôlego.

"The Greatest" entrou directamente para o grupo de canções que me causa arrepios de cada vez que a ouço. É música que (me) conforta e que (me) enche o coração. Por isso, é para ouvir sempre que precisarmos de uma ajuda extra naqueles momentos em que nos sentimos mais inquietos.

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