A delicadeza mágica da nova música de Mark Cake e Inês Loubet



Hoje, começo o dia a falar em "It's Ok To Love", o mais recente single de Mark Cake, que conta com a colaboração da portuguesa Inês Loubet.




"It's Ok To Love" é uma canção com uma influência clara da Bossa Nova e dos sons do outro lado do Atlântico, ainda que aqui trazida para um universo onde predomina o som electrónico delicado, tendo como mais-valia a voz de Inês Loubet que nos vai guiando, numa viagem bonita e descomplicada. 
Com uma sofisticação muito própria, que vai acompanhando os diferentes momentos da canção, a electrónica de Mark Cake é deliciosa: beats nos sítios certos, a cadência da melodia, que nos ajuda a criar todas as diferentes emoções e a delicadeza da própria canção e da sua letra, que me levou a pensar na abordagem mágica que David Byrne fez quando pegou em "Aguas de Março" para a colectânea Red Hot+Rio, há muitos anos atrás. 

Com um início doce e delicado, a música vai evoluindo e vai acrescentando emoções conforme vão entrando instrumentos na melodia, numa evolução complexa e simples ao mesmo tempo, porque é assim que se fazem canções bonitas.
"It's Ok To Love" é uma canção mágica. Este trabalho tem qualquer coisa que inconscientemente me leva a pensar em Bebel Gilberto ao mesmo tempo que não me deixa esquecer os Massive Attack, uma espécie de sofisticação daquelas que não se consegue "fazer": ou se tem ou não se tem.

Eu fiquei fã.
Palavra de Chavininha.

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